Projeto de Banco de Dados – Parte II

Continuando os posts sobre Projeto de Banco de Dados, vou falar hoje sobre a primeira parte desse processo.

Como mencionei antes, o projeto de banco de dados pode iniciar com um Modelo Descritivo e/ou com a Análise de Requisitos.

O Modelo Descritivo, nada mais seria do que um texto, o mais detalhado possível, falando sobre as informações necessárias no banco de dados. Vale lembrar que esse texto não deve mencionar nenhum aspecto "técnico" como "String" ou "tela". O texto é uma visão geral do banco de dados, em linguagem simples e que visa apenas dar um entendimento de que informações o banco de dados precisa.

É claro que durante a confecção deste, alguém com alguma experiência em projeto já conseguirá destinguir entidades, atributos, etc.. mas deve-se tomar um cuidado para não misturar as fases do projeto.

Costumo aconselhar aqueles que já conhecem um pouco de projeto para, ao fazerem o modelo descritivo, tentem dividir o texto em um formato tipo: 1 parágrafo com uma breve introdução, depois um parágrafo para cada entidade (por mais que elas não estejam definidas ainda, o projetista normalmente já tem essa noção), tentando sempre iniciar pelas entidades mais simples (normalmente as de cadastro, clientes, produtos, etc..) e deixando os pontos centrais do sistema para depois (vendas, locações, etc..).

Alguém pode estar perguntando agora "e de onde vem essa informação?". Ela vem das fontes que normalmente se utilizam ao fazer um sistema: entrevistas, documentos, visitas ao local onde será utilizado o sistema, entre outros.

Um ponto importante do modelo descritivo é que o mesmo pode ser inclusive debatido com o cliente, já que não passa de um texto com linguagem "comum".

Aqui, muito mais importante é a habilidade de escrita e de saber o que e como perguntar do que o conhecimento técnico. Nessa hora temos que ter em mente a velha máxima: O CLIENTE NÃO SABE O QUE QUER! E isso não vai mudar. Por mais que ele se ache o esperto ou que se ache o entendido em TI, o cliente nunca sabe exatamente o quer até ver algum protótipo do sistema (as vezes nem assim).

Então cabe a você que está desenvolvendo o sistema/banco de dados saber extrair a informação necessária dele e mostrar as opções existentes. Meus clientes costumam até a brincar comigo "a isso não vai acontecer!", "caramba, você imagina tudo hein?!", mas acho que esse é o nosso papel. Não importa se hoje a empresa só possui uma loja ou vende apenas um tipo de produto. E se amanhã a mesma (por mais que não esteja previsto) resolver abrir uma nova filial ou vender um novo produto?

O banco de dados (no meu ponto de vista) já deve estar preparado para isso. Por mais até que você não tenha dito isso ao cliente (acho que vai de cada um), se o seu banco de dados já estiver preparado, a manutenção será muito mais tranquila (quem já teve de alterar a estrutura de um banco de dados, sem perder os dados existentes, sabe a dor de cabeça que isso pode ser)!! Sem contar que seu cliente ficará muito mais satisfeito, já que terá a solução em muito menos tempo.

Só para reforçar, o modelo descritivo é apenas um TEXTO detalhado, sem linguagem técnica e o mesmo não tem nenhum vínculo tecnológico (paradigma, SGBD, etc..).

Bem, no próximo post falarei sobre essa mesma fase do projeto, mas em uma abordagem que utilize a Análise de Requisitos para tal!

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